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Quinta-feira, Janeiro 01, 2009

2009?

2009...

...tá e daí?

Terça-feira, Dezembro 30, 2008

Abacaxi - Capítulo Final

Capítulo Final - O Consumo

Bom, a série do abacaxi não saiu conforme o previsto. Mas sinto que fiquei devendo um final para esta emocionante história. O consumo do abacaxi não teve participação dos leitores do blog, somente minha família participou. Não lembro o dia em que aconteceu, só sei que foi num domingo de manhã. O dito-cujo do abacaxi foi colhido, lavado e descascado. Aí, juntamente com a minha mãe, joguei açúcar e canela na infrutecência e ela foi enrolada com papel alumínio para logo em seguida ser colocada no forno pré-aquecido. E foi isso. Depois de um tempo tiramos o abacaxi do forno e o comemos, sem maiores delongas. Não tem nem fotos do grande momento.

Com isso encerro a série de posts sem sucesso sobre O Abacaxi.

Terça-feira, Setembro 09, 2008

Abacaxi - Capítulo IV

Capítulo IV - História

Os povos nativos de regiões que hoje fazem parte do território brasileiro e paraguaio foram os primeiros que consumiram e eventualmente cultivaram abacaxis. O cultivo dessa fruta foi espalhado pela América do Sul e chegou até o Caribe, especificamente a ilha de Guadalupe, onde foi descoberto por Cristóvam Colombo e sua tripulação em 1493.

Colombo levou a fruta suculenta e exótica para a Espanha, onde foi primeiramente chamada depiña, por ser parecida com uma pinha. Na Inglaterra essa semelhança também foi notada e o abacaxi foi chamado de pineapple. Em Portugal e em outros países europeus foi adotado o termo ananaz, semelhante ao termo do guarani nana, também utilizado pelos povos caribenhos.

Carlos V, imperador da Espanha, foi o primeiro monarca a experimentar a monocotiledônea, mas não gostou. Já o rei da Inglaterra, Carlos II, gostou e mandou que o pintor da corte retratasse a fruta. Diz-se também que Luís XIV pediu para que La Quintinie plantasse abacaxis no jardim de Versailles.

Na segunda metade do século XVIII abacaxis eram caros e consumidos somente pelas classes mais abastadas da sociedade européia, sendo até considerados fashion.

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O abacaxi encontra-se agora em um estado já bastante avançado de desenvolvimento. A hora do consumo se aproxima. E quero compartilhar o momento do consumo com vocês, caros leitores. Quem quiser participar, comente. Sugestões de formas de consumo também são bem-vindas. O resto combinamos mais tarde, que ainda faltam algumas semanas ou até meses para o grande momento.

Fruto em fase de maturação. Ô delícia!

Postagens anteriores desta série:

Terça-feira, Maio 27, 2008

Abacaxi - Capítulo III

Capítulo III - Etimologia

O termo comumente utilizado para designar o
Ananas comosus na língua portuguesa é abacaxi. Este termo é, muito provavelmente, oriundo do tupi ibacati, que significa 'fedor de fruto', fruto fedorento (iba=fruto; cati=cheirar fortemente). Já o termo ananás, termo utilizado no idioma alemão, espanhol e também no português, por exemplo, deriva do guarani naná. Outros idiomas, como o inglês [pineapple] e o espanhol [piña no termo piña colada], utilizam termos derivados de pinha para designar o fruto, devido à sua semelhança com os estróbilos das árvores gimnospermas, que têm o mesmo formato de cone.

O termo
rei dos frutos foi dado ao abacaxi pelos portugueses, devido à semelhança das folhas com uma coroa.

No Brasil o termo abacaxi é mais utilizado para designar os frutos de maior qualidade e também a própria planta e o termo ananás designa os frutos de plantas não cultivadas ou de variedades menos conhecidas.


Fonte: wikipedia
*****

Devido à falta de atualização durante as duas últimas semanas, publicarei uma foto tirada há duas semanas, mostrando o rápido desenvolvimento do fruto. Foto nova só na semana que vem.


Fruto em fase de crescimento

Segunda-feira, Maio 12, 2008

A Inexistência

O texto a seguir extravasou de forma incontrolável da minha mente ainda influenciada pela leitura do livro "As Intermitências da Morte", de José Saramago.

Provavelmente escreverei sobre os livros que li durante o primeiro semestre deste ano no mês de junho e posteriormente sobre os que possivelmente lerei no segundo semestre em dezembro. Programação sujeita a alterações sem prévio nem póstumo aviso.

O texto, ei-lo aqui:

Está a avançar um automóvel por um cruzamento pouco movimentado, onde um sinaleiro inexiste, mas a rua na qual está o veículo tem a preferência. Eis que outro automóvel vem em sentido perpendicular ao do primeiro e não dá sinais de retardar o rápido avanço. Nota-se que o choque será inevitável. Os carros acabam por se chocar, o que vinha na preferência absorve o impacto em sua lateral, na altura da porta do condutor e é jogado em direção à calçada vazia. O segundo carro tem sua frente somente parcialmente destruída, pois é uma picape com quebra-mato.

Os últimos pensamentos do condutor da picape não nos são conhecidos, pois ele não parou e não há como saber quem era. Os do outro condutor foram os que seguem: "...amanhã é sexta, sábado poderei finalmente descans...O que é aquil", e depois tudo simplesmente assume a cor branca, de forma a parecer que à toda volta existe somente o 'nada' e um indefinido apito agudo.

"Tudo está branco. Será isso morrer? Ora, se fosse pelo menos poderia ainda jogar xadrez." Senta-se à mesa e posiciona as peças brancas. As peças pretas já estão ordenadas. À sua frente agora encontra-se um vulto que vai assumindo formas cada vez mais definidas. "Capuz preto, só podes ser a morte?" Não há resposta.

A partida de xadrez tem início. Logo é vencida pela morte. A segunda partida inicia-se logo em seguida. O condutor do veículo vence esta. Parece que os dois não são o que se pode chamar de exímios jogadores. No decorrer da terceira partida a morte enfim pronuncia as seguintes palavras com voz suave: "Não morrerás ainda."

Com a partida pela metade ele se levanta e eles acabam por se beijar. Tudo se esvai repentinamente e assume colorações diversas.

Toda a família já está no hospital, animando uns aos outros a dizendo palavras de encorajamento, porém sem muita esperança. Nesse instante levanta-se o condutor: "Nunca estive assim tão próximo da morte". Todos o sabem, mas ninguém realmente entende o que quer dizer com isso.

O homem sai do hospital com a certeza de que a verá outra vez e que da próxima vez será para sempre.